Deficientes buscam espaço para reabilitação

quarta-feira, 25 de abril de 2012



Falta de espaço adaptado dificulta a reabilitação do deficiente físico ao esporte


Encontrar um ambiente para realizar exercícios esportivos tem se tornado uma tarefa árdua para o portador de mobilidade reduzida. No Estado de São Paulo são poucos os locais que possuem aparelhos adaptados ao deficiente.

Entre os dias 12 e 15 de Abril no Centro de Exposições Imigrantes em São Paulo, foi elaborado à XI Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade ao portador de deficiência.

Estiveram reunidos na feira diversos órgãos e instituições de segmento esportivo a qual defenderam lugares apropriados aos deficientes, colaborando para que o mesmo não se sinta excluído na sociedade.

                                  Integração é promovida pelo espaço físico

Raquel Barbosa se tornou paraplégica devido á uma negligência médica, há cinco anos atrás devido a má condução de atendimento médico que teve em um Hospital perdendo os movimentos da perna, após uma anestesia indevida.

Para ela a perca dos movimentos gerou a perda de estimulo em suas atividades, que aos poucos foi se afastando das pessoas que tinha convívio enfrentando um período difícil, se sentindo um fardo para as pessoas.

Raquel recebeu o apoio de uma assistente social, que a fez encontrar no esporte o recomeço de uma nova vida, passando a ter força para realizar atividades, destacando à importância ao esporte e o apoio do próximo.

Ela começou a ter vontade de praticar esporte, mas a falta de aparelhos adaptados, era o empecilho que enfrentava, em São Paulo os locais com aparelhos adaptados ao deficiente eram poucos e distancia deixava um sensação de desconforto a Raquel e aos demais portadores que buscavam se reabilitar.

A mesma tinha que atravessar a cidade para poder se reabilitar no esporte isso se tornara cansativo e incomodo fazendo a relatar o seguinte: “Não quero me tornar um fardo para ninguém só quero viver de uma maneira que julgue normal, não aceito ser tratada como indigente na sociedade, é uma sensação e desprezo muito ruim que sentimos “ diz.

Enzo Kato é Supervisor da área de esportes da Sub Prefeitura de Guaianases, ele destaca à importância de espaço adaptado ao deficiente, pois  possibilita a prática de atividade esportiva promovendo a reabilitação do portador de deficiência.

Para Enzo à reabilitação através do esporte é muito benéfica e seus efeitos são positivos para o cidadão comum  e  ao portador de mobilidade reduzida, por o promover uma nova ação ao individuo modificando a sua percepção além de integra-lo á sociedade.


No Brasil há falta de oportunidades para quem o deficiente se reabilitar no esporte, principalmente na maior metrópole que é São Paulo, falta locais adaptados para pessoas portadoras de deficiência.


Kato afirma que o Brasil precisa mudar seus conceitos aproveitando espaços vagos em parques municipais, inserindo aparelhos e adaptação esportiva nos diversos parques aproximando o deficiente para o esporte readaptado.

Para Enzo as pessoas de necessidade especial enfrentam uma extrema dificuldade de locomoção, devido a distancia  de lugares adaptados. Tal fator implica na execução de atividades esportivas, muitos deixam de participar devido á distancia de percurso, nem todos os locais dispõe de conforto ao portador de deficiência.

Neice Maragon que é Assistente Social na Prefeitura de São Paulo, para ela o esporte tem o papel fundamental na reabilitação de qualquer cidadão, principalmente o deficiente que precisa de mais atenção e cuidado, para que eles se sintam como pessoas comuns.


                            Neice Maragon atua na Prefeitura de São Paulo

Para Neice as pessoas deixam de praticar atividades por falta de oportunidade, e isso baixa seu estimulo de vida, fazendo com o que se sintam um peso para a sociedade, “ o portador de deficiência precisa ter seus direitos respeitados e ser tratado como um cidadão comum ” diz Neice

“É preciso mudar esta imagem com políticas voltadas a estas pessoas e falta de lugares adaptados para uma prática de atividade esportiva, existem academias que não possuem preparo para receber este cidadão” diz Neice.
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Procura por intercâmbio aumenta entre brasileiros

domingo, 22 de abril de 2012


O perfil de quem quer ter uma experiência internacional mudou, o fortalecimento da moeda brasileiro contribuiu para o aumento do intercâmbio

Trabalhar e estudar na Europa e America do norte, é o destino ideal para profissionais que querem aprender o inglês, e ganhar experiência internacional. A imagem do Brasil no mundo mudou com base na globalização, a economia brasileira cresceu, e com isso muitos países têm demonstrado a preocupação, em se divulgar em nosso país.

Em 2011, cerca de 365 mil brasileiros foram estudar no exterior, número que deve aumentar por volta de 50% em 2012. Os dados são da organização da tradicional feira de intercâmbio do Salão do Estudante, que aconteceu em São Paulo, nos dias 10/03 e 11/03. O evento reuniu instituições de mais de 30 países que ofereceram cursos de idiomas, high school, graduação, pós-graduação, extensão universitária, MBA e outros cursos, a diversos jovens e adultos que estavam presentes.

Estudantes brasileiros estão entre os que mais realizam intercâmbio

Ivam Baial  e Renata Karasawa, são consultores da Intercultural  (agência de turismo e intercâmbio),  reforçam a importância dos estudantes em procurar uma agência séria no segmento de intercâmbio. “Antes de fechar um pacote, o ideal é conhecer o tipo de programa oferecido, cada um possui diversas características, mas o importe é que a agência respeite a sua escolha”, conclui Baial.  


Ivam Baial  e Renata Karasawa da Intercultural


Gilberto Brandão é diretor da Canadá Study, que é uma agência focada e especializada em intercâmbio para o Canadá, afirma que para quem está interessado em estudar no país, hoje se tornou barato, pois a média de gastos é em torno de R$ 6.000,00.


Gilberto Brandão, diretor da Canadá Study


“O custo beneficio, do Canadá é o melhor que tem nos países de língua inglesa, contando a hospedagem em casa de família, com direito a três refeições, e estar fazendo um curso intensivo de 25 hs é uma boa oportunidade. Hoje em dia, viajar para qualquer estado brasileiro, com o propósito de ficar um mês, o casto chega até R$ 7.000,00 . Então para mim estudar fora não é um gasto, mas um investimento para a própria carreira.” relata o diretor.

A Irlanda é outro país que está de olho nos estudantes brasileiros, a “Marketing Executive” do Griffith College, Wendy Tapia esteve presente na feira do estudante, e afirma que para estudar em seu país não é necessário visto. Porem, assim que o estudante desembarcar na Irlanda é necessário se apresentar ao agente do “Serviço de Imigração”, no aeroporto e mostrar alguns documentos.

Wendy Tapia Marketing Executive, da Irlanda recruta estudantes para estudar em seu país

Se a permanência no país for superior a 90 dias, o aluno deve registrar-se no “Garda National Immigration Bureau” para obter permissão para ficar no país.

 “O país apresenta um custo de vida relativamente baixo, se comparado com o de outras nações européias, é permite trabalhar legalmente durante o período de estudos”, conclui Tapia. 

Para a professora universitária da FMU e socióloga,Patrícia Sheila M. Paixão, que, morou durante 10 anos em Londres, ela acredita que o aumento da demanda do brasileiros em querer  estudar em outro país, se dá devido o crescimento da economia e estabilização do câmbio.

 “Hoje o brasileiro tem a consciência de que é necessário ter uma experiência internacional, e isso para a imagem do Brasil é muito importante, pois teremos mais brasileiros com uma visão Internacional, que poderão estar no poder amanhã”, diz a socióloga. 

Luiza Rabelo estudante de 17 anos mora na Paraíba, fez intercâmbio de cinco meses no Canadá, afirma sua maior dificuldade foi à adaptação do idioma, ausência da família e se acostumar com a gastronomia país. A jovem ressalta que a importância de fazer intercâmbio, é muito além de apenas aprender o inglês.


“As experiências culturais que você adquire são de extrema importância, porem morando em outro país, isso proporciona o estudante valorizar mais o Brasil, nossa cultura. Qualquer pessoa que fizer intercâmbio vai entender o que quero dizer”, conclui Luíza.


Luíza Rabelo contou sua experiência  em estudar no Canadá 

Um dos acordos diplomáticos firmados entre o Brasil e os E.U.A, assinado pelo  presidente Barack Obama, em  março de 2011 (quando esteve no Brasil),  é de cooperação prevendo intercâmbio entre os brasileiros e americanos. Isso incentivou  o número  de intercâmbistas  para o país.

 O governo brasileiro, pretende, realizar acordos semelhantes com outros países, porem antes de fazer um intercâmbio, é importante  se programar e pesquisar muito antes de definir o destino,  ter cautela na hora de escolher para onde ir e como ir, é fundamental para evitar que um sonho se torne um pesadelo. 


Feira do estudante em São Paulo bate recorde de pessoas que desejam fazer intercâmbio.


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Mercado sensual e erótico cresce, conquista brasileiro e movimenta a economia

quinta-feira, 19 de abril de 2012


Embora o mercado de produtos eróticos movimente R$ 1 bilhão e cresça 15% ao ano, o segmento ainda sofre com preconceito


O mercado erótico brasileiro evolui a cada ano que se passa, mas ainda encara tabu e sofre preconceitos e pudores, normalmente, os clientes e os simpatizantes do setor são discretos e preferem não revelar as lojas que frequentam e os objetos que adquirem. Dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME) contabiliza a atuação no mercado desde produtoras de filmes, casas de Swing, a vendedoras de porta a porta de lingerie e cosméticos, apontam um crescimento anual de 15% e uma movimentação econômica de cerca de R$ 1 bilhão.

Modelos apresentam produtos ao público

                       
Segundo a ABEME, esses números ainda incluem a geração de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos, com 80% dessas vagas sendo preenchidas por mulheres, 60 mil consultores espalhados pelo território nacional, 12 mil opções de produtos, e mais de 10 mil pontos de venda, que variam desde sex shops, lojas de lingerie e lojas virtuais de artigos sensuais. Numa porcentagem de 65 a 35, as mulheres são consideradas dominadoras desse mercado,


 Este crescimento se deve ao atual foco do mercado, as classes C e D, que consomem principalmente cosméticos e roupas intimas, que se destacam entre os produtos mais vendidos, e o que auxilia esse consumo é que em suma maioria eles são vendidos a preços populares, abaixo do valor de R$ 50. Para a ABEME essa realidade tem chamado a atenção de investidores de todo o mundo, fazendo com que o Brasil seja considerado uma futura potência econômica para o mercado erótico mundial.
                     A arte da pintura corporal na recepção dos visitantes

                                 
Os cosméticos (gel funcional, cremes estimuladores e óleos) são os produtos mais vendidos dentro do amplo mercado adulto, como afirma o proprietário da importadora de produtos Adão & Eva, Marcello Hespanhol. “Se não levarmos em conta os preços, os produtos mais vendidos são os cosméticos, até porque são produtos mais baratos, seguido pelas lingeries e vibradores”, diz Hespanhol.  “O segredo está na acessibilidade, quanto mais barato o produto for, mais ele venderá”, afirma.

O empresário ainda ressalta que apesar desse forte crescimento, o Brasil ainda se encontra muito atrás dos Estados Unidos, China e alguns países europeus, como Alemanha, Dinamarca e Suécia. Ele vem crescendo, o mercado adulto brasileiro cresce cerca de 15% ao ano e assim se mantém nos últimos quatro anos, mas que não conseguiremos ultrapassar países como China e Estados Unidos, devido ao poder econômico e a própria quantidade de população consumidora.

Marcello ainda ressalta a descrição do consumidor de produtos erótico. “O consumidor do produto erótico é discreto, ele não revela, ele tem receio de entrar nas lojas e procura comprar escondido”.


Marcello Hespanhol,empresário comenta sobre importação de cosméticos.



O empresário Marcello Hespanhol, que importa produtos eróticos comenta sobre os itens do segmento e a divisão entre nacionais e importados.

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Futebol em defesa do meio ambiente

quarta-feira, 18 de abril de 2012



Nada melhor para uma conscientização do que chamar atenção para uma causa séria do que usar a paixão nacional do brasileiro.


Segundo dados do Instituto de Pesquisa Imazon, o tamanho da área desmatada da floresta amazônica de Agosto de 2012 até Março já está em 33 km², o equivalente a quatro campos de futebol, muito se deve a exploração sem controle de recursos naturais, principalmente quando se trata do problema da extração ilegal de madeira.


As florestas brasileiras são importantes para nossa sobrevivência, ainda sim continua sendo a mais destruída pelo desmatamento, método utilizado para retirar recursos de produção da região. Vale lembrar que a floresta Amazônica é a maior floresta tropical do planeta e que sua destruição pode acarretar perdas irreversíveis para todo o mundo.


Para combater essa crise eminente do meio ambiente a saída mais viável e imediata é a do reflorestamento, que nada mais é que a atividade de replantar florestas que foram extintas tanto por fenômenos naturais, mas principalmente pela ação do homem.

Falando sob uma ótica mais especializada, a ambientalista Vanda Basso, que atua na Sub- Prefeitura de Guaianazes comenta:


“A importância de uma campanha é sempre sensibilizar as pessoas para as questões ambientais e apresentar ações e soluções que possam prevenir ou minimizar os problemas ambientais. O meio ambiente é tudo o que nos cerca e os problemas ambientais estão por toda parte: no solo, na água, no ar e o homem é o grande responsável por isso. Se compararmos o meio ambiente de antes com o meio ambiente de agora veremos tudo o que a natureza perdeu como áreas verdes, fauna e flora e vemos as consequências de toda essa perda, constantemente divulgada pela mídia, no mundo todo. Inúmeras espécies, de fauna e flora foram extintas pela ação predatória do homem.”
Floresta preservada do Horto Florestal em São Paulo

O reflorestamento reflete em inúmeros benefícios tanto para o equilíbrio de fauna e flora quanto para o relacionamento do homem com a natureza:

           “Nos locais onde a natureza se conserva intacta é comum que as chuvas sejam regulares, diferentemente de locais onde ela foi substituída pelos grandes centros urbanos. Quando há um desequilíbrio, como o desmatamento, as áreas degradadas demoram anos para se recompor e esse ciclo se perde assim como todo o material genético da fauna e flora. O reflorestamento é uma forma de minimizar as perdas, mas a área nunca mais terá o que foi perdido.”


Entretanto, ainda não é de conhecimento da maioria dos brasileiros os problemas ambientais que existem no país. Para reverter essa situação de falta de informação Devido a isso para ajudar nessa conscientização, uma iniciativa da rádio Estadão - ESPN juntamente com o banco Cruzeiro do Sul inovou no modo de conscientização para chamar a atenção de uma parte maior da população para esse problema e resolveu ligar futebol com essa questão ambiental.


O objetivo desse projeto é plantar cem mudas de arvores a cada grito de gol dos locutores da rádio, independente de qual competição seja fazendo com que assim os torcedores saibam da iniciativa de times de futebol em estimular o plantio de novas arvores e com isso façam com que o grande público se identifique e adote uma política de conscientização em pró da sociedade. Essa alternativa é válida na opinião da ambientalista Vanda Basso.


“Toda campanha de conscientização é justificável, pois é uma forma de educação ambiental que busca despertar as pessoas a cuidarem do meio ambiente e cobrarem das autoridades medidas eficazes na sua proteção.”


Portanto, as novas iniciativas são mais do que validas para ajudar a resolver a questão do desmatamento. Essa parceria entre projetos de conscientização e propagandas ligadas ao esporte é uma alternativa inovadora que tende a conquistar de modo simples adeptos de todo o pais que de uma forma ou de outra estarão contribuindo para medidas sócio educativas na melhoria do meio ambiente.




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