Embora o mercado de produtos eróticos movimente R$ 1 bilhão e cresça 15% ao ano, o segmento ainda sofre com preconceito
O mercado erótico brasileiro evolui a cada ano que se passa, mas ainda encara tabu e sofre preconceitos e pudores, normalmente, os clientes e os simpatizantes do setor são discretos e preferem não revelar as lojas que frequentam e os objetos que adquirem. Dados da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME) contabiliza a atuação no mercado desde produtoras de filmes, casas de Swing, a vendedoras de porta a porta de lingerie e cosméticos, apontam um crescimento anual de 15% e uma movimentação econômica de cerca de R$ 1 bilhão.
Modelos apresentam produtos ao público
Segundo a ABEME, esses números ainda incluem a geração de mais de 100 mil empregos diretos e indiretos, com 80% dessas vagas sendo preenchidas por mulheres, 60 mil consultores espalhados pelo território nacional, 12 mil opções de produtos, e mais de 10 mil pontos de venda, que variam desde sex shops, lojas de lingerie e lojas virtuais de artigos sensuais. Numa porcentagem de 65 a 35, as mulheres são consideradas dominadoras desse mercado,
Este crescimento se deve ao atual foco do mercado, as classes C e D, que consomem principalmente cosméticos e roupas intimas, que se destacam entre os produtos mais vendidos, e o que auxilia esse consumo é que em suma maioria eles são vendidos a preços populares, abaixo do valor de R$ 50. Para a ABEME essa realidade tem chamado a atenção de investidores de todo o mundo, fazendo com que o Brasil seja considerado uma futura potência econômica para o mercado erótico mundial.
A arte da pintura corporal na recepção dos visitantes
Os cosméticos (gel funcional, cremes estimuladores e óleos) são os produtos mais vendidos dentro do amplo mercado adulto, como afirma o proprietário da importadora de produtos Adão & Eva, Marcello Hespanhol. “Se não levarmos em conta os preços, os produtos mais vendidos são os cosméticos, até porque são produtos mais baratos, seguido pelas lingeries e vibradores”, diz Hespanhol. “O segredo está na acessibilidade, quanto mais barato o produto for, mais ele venderá”, afirma.
O empresário ainda ressalta que apesar desse forte crescimento, o Brasil ainda se encontra muito atrás dos Estados Unidos, China e alguns países europeus, como Alemanha, Dinamarca e Suécia. Ele vem crescendo, o mercado adulto brasileiro cresce cerca de 15% ao ano e assim se mantém nos últimos quatro anos, mas que não conseguiremos ultrapassar países como China e Estados Unidos, devido ao poder econômico e a própria quantidade de população consumidora.
Marcello ainda ressalta a descrição do consumidor de produtos erótico. “O consumidor do produto erótico é discreto, ele não revela, ele tem receio de entrar nas lojas e procura comprar escondido”.
Marcello Hespanhol,empresário comenta sobre importação de cosméticos.
Marcello Hespanhol,empresário comenta sobre importação de cosméticos.
O empresário Marcello Hespanhol, que importa produtos eróticos comenta sobre os itens do segmento e a divisão entre nacionais e importados.
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