Apesar do crescimento do mercado nacional, o brasileiro ainda é exigente, conservador e encara tabus para adquirir artigos
Hoje em dia cada vez mais os artigos eróticos estão presentes na vida íntima dos brasileiros. Segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (ABEME), a movimentação do segmento gira em torno de 7 milhões de unidades de produtos comercializadas por mês. Somente a cosmética sensual representa 5 milhões de unidades mês, com preço médio de R$ 8 a unidade.
Esses dados da associação ainda apontam que o Brasil está na quarta posição de mercado consumidor destes tipos de produtos, apenas atrás de potências como Estados Unidos, China e Alemanha, e movimenta anualmente cerca de R$1 bilhão de reais. Mas quem são essas pessoas que consomem esses produtos, e o quê elas buscam?
Para o produtor de conteúdos eróticos para a grande rede Rufião, o consumidor procura hoje muito mais do que apenas um vídeo, ou produto, ele quer interação. “As pessoas já estão alfabetizadas com as mídias sociais, eles querem ter contato e interagir, o que funcionava no começo da internet, hoje já não funciona mais, parece uma revista encostada no canto da sua casa. Por que as pessoas se acostumaram a entrar na internet e ver o que os amigos estão fazendo, conversar e ouvir”.
Modelo exibe uma das sensações entre os produtos eróticos, as lingeries
A empresária Waléria Albuquerque que importa produtos e fornece artigos para lojas de sex shops de todo o país, com foco no restrito público A e B, entende que os consumidores nacionais exigem um diferencial e qualidade. “O mercado todo está muito exigente, as classe de A a D, o que as pessoas querem é qualidade, obviamente que o público A e B cobram mais, e pagam por isso”.
A importadora de produtos eróticos Waléria Albuquerque discorda da associação
A Dra. Janssen ainda aponta o fato do assunto da sexualidade ser novidade entre os brasileiros. “A sexologia entrou no Brasil há pouco tempo, cerca de dez anos se vem falando mais abertamente sobre sexo, e ainda são poucos sexólogos no país. Por isso cada vez mais pessoas se especializam na área para ajudar os brasileiros a desmitificarem esses tabus, mitos e crenças que limitam a possibilidade das pessoas obterem o prazer, sem culpas e medos”.
Por tudo isso, o país tem chamado a atenção de investidores de todo o mundo, e é faz com que seja considerado uma futura potência econômica do mercado erótico mundial.
A empresária Waléria Albuquerque que importa produtos eróticos comenta a exigência do consumidor brasileiro, em relação aos produtos eróticos.
A sexóloga e escritora Dra. Carmen Janssen comenta sobre a utilização dos produtos eróticos e sua infinitude dentro do sexo.
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